quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

PAIS DE ADOLESCENTES, EM CRISE?!

Por Pr. Wanderley Rangel Filho


                Este título sugere duplicidade de interpretação. Quem está em crise, os pais ou os filhos adolescentes?
                  Melhor acrescentarmos duas vírgulas: Pais, de adolescentes, em crise! Sim, os pais é que estão numa profunda crise. O adolescente está numa fase da vida, inerente a todas as pessoas, saindo da infância e caminhando para o jovem adulto. Isto não é crise, é passagem, uma transição, é desenvolver, é crescer!
                Os pais (sempre há exceções) enfrentam uma crise de identidade, ser ou não ser pai e mãe. O conflito atual de gerações tem como protagonistas os pais e não os filhos. Filhos farão o papel básico de filhos e isto em qualquer geração, questionando e desobedecendo. A situação é tão crítica que encontramos uma nova versão para dois mandamentos bíblicos: “Pais obedecei a vossos filhos” e “Filhos criais vossos pais”.
                 Veja alguns ingredientes para o estabelecimento desta crise sem precedentes:
1 – TRAUMA da educação sofrida enquanto criança e adolescente. Rigidez e severidade nortearam estes pais nos primeiros vinte anos de vida. Decisão destes filhos: “quando tiver meus filhos nunca educarei desta maneira!”
2 – DÚVIDA e incertezas na educação dos filhos. Sabe o que não quer (rejeição do padrão anterior) e não sabe o que quer (adoção de um novo padrão). A tendência é optar para outro extremo (tentativa de equilibrar), ou seja, estabelecer uma educação liberal e passiva. Se antigamente os pais erravam pelo excesso de convicção hoje os pais erram pelo excesso de interrogações.
3 – MEDO e insegurança diante das possíveis reações dos filhos. Expressões de medo:
“Será que meu filho ficará traumatizado por não deixar ir à balada?”
“Acho que minha filha ficará nervosa se eu disser não.”
“Já que não dá para evitar, é melhor deixar meus filhos transarem aqui em casa, é mais seguro.”
“Antes permitir o namoro de minha filha de 12 anos do que ela namorar escondida!”
4 - VALORES da pós-modernidade absorvidos pelos pais. O relativismo, hedonismo, humanismo, materialismo e individualismo. Os pais (sempre há exceções) abriram mão dos princípios da Palavra de Deus e adotam os conceitos psicologizados do presente século.
5- ENSIMESMAÇÃO, busca frenética dos “autos”, minha autorrealização, minha autossatisfação, minha autoestima, automóvel... meu sucesso, minha felicidade etc. Pais colocam a família em segundo, terceiro plano, os filhos são terceirizados a escola e a igreja. Pais que só olham para o próprio umbigo não conseguem enxergar seus filhos.
                Nunca é tarde para recomeçar, Deus sempre dá outra chance. Estes ingredientes da crise dos pais podem ser transformados em alimentos para a maturidade dos pais:
1 – Fazer dos traumas passados em aprendizagem para o futuro, transformar erros dos pais em lições de vida.
2 – Deixar as dúvidas e apossar das certezas reveladas na Bíblia.
3 – Rejeitar o medo e exercitar a coragem em obedecer aos princípios da Palavra de Deus.
4 – Não se contaminar com os valores do presente século e adotar os valores eternos de Deus para a família.
5 – Negar a si mesmo, confiar e entregar sua vida de seus filhos aos cuidados do Senhor.
                Pais em crise, não, mas pais que criem seus filhos no temor do Senhor!

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Você está matando pessoas no Facebook?

Você está matando pessoas no Facebook?

Matando pessoas no Facebook?! É Possível?!
por Stephen Altrogge

Facebook, Twitter, Instagram, Pinterest, Snapchat, SMS, e-mail e outras formas de comunicação online têm bastante potencial para o bem. Elas podem ser usadas para encorajar pessoas, fazê-las rir, compartilhar informações úteis, sentir-se mal sobre como sua casa parece tosca (veja o Pinterest) e jogar um jogo chamado “Candy Crush”, que ainda tenho que jogar.

Redes sociais também podem ser usadas para matar uma pessoa.


Provérbios 18.21 diz:

“A morte e a vida estão no poder da língua; e aquele que a ama comerá do seu fruto.

Uau. Minhas palavras têm poder de transmitir vida a alguém ou matá-lo. Morte e vida estão no poder da língua, da atualização de status, fotos e mensagens de texto. Cada palavra que eu falo ou digito carrega um enorme potencial para dar ou tomar vida. Palavras não são neutras. Atualizações de status não são inocentes. As palavras que falamos e digitamos hoje reverberam na eternidade.

Tiago 3.5-6 diz:

“Vede quão grande bosque um pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; como mundo de iniquidade, a língua está posta entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, e é inflamada pelo inferno.”

Minhas palavras têm o potencial de criar chamas consumidoras, ardentes, crepitantes. Com minhas palavras, eu incendeio pessoas por Jesus ou incendeio pessoas por maldade. Imagine como eu seria cuidadoso se toda vez que falasse uma pequena explosão de fogo saísse da minha boca! Eu falaria sempre com muita cautela. Mas, normalmente, não me preocupo com as palavras que posto. Eu não as enxergo como explosivas. Consumidoras. Flamejantes.

Em seu comentário em Provérbios, Ray Ortlund Jr. diz:

“Na verdade, quando Provérbios 10.21 diz que “as palavras dos justos dão sustento a muitos”, as palavras “dão sustento” significam “apascentam”, a maneira como um pastor cuida, guia, protege e alimenta seu rebanho de ovelhas. Isso quer dizer que todos nós temos responsabilidade de insuflar vida a todos ao nosso redor com nossas palavras de encorajamento.”

Como cristãos, temos uma responsabilidade divina de soprar vida sobre aqueles ao nosso redor com nossas palavras de encorajamento. Nossas palavras, atualizações, SMSs, fotos e e-mails insuflam vida sobre os que nos rodeiam? Eu quero crescer nessa área.

Aqui vão algumas perguntas simples a fazer enquanto falamos, postamos ou enviamos:

o     Isso ajuda os outros a pensar de maneira piedosa sobre [insira uma pessoa como o/a Presidente, um pastor, um amigo, um blogueiro, uma igreja, etc.]?

   Isso promove fé em Deus ou inquietação?

o  Isso transmite vida a pessoas através de encorajamento, riso, fé ou mentalidade bíblica?

o      O que estou dizendo terá um efeito prejudicial sobre a reputação de alguém de uma maneira que seja injusta a ele e não lhe dará a chance de responder por si mesmo?

o      Isso promove gratidão a Deus e alegria nele?

o      Isso encoraja outros a confiar em Deus diante da adversidade?

 Nossas palavras têm o poder de dar vida ou morte, de incendiar para o bem ou para o mal. Peçamos a Deus que nos dê sabedoria em tudo que falarmos, postarmos e enviarmos.

Extraído de i.prodigo.com

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

O meu vocabulário e o de Deus!

O meu vocabulário e o de Deus!


Desejo que as palavras da minha boca e os meus pensamentos íntimos sejam sempre agradáveis ao Senhor, minha Rocha e meu Libertador! Salmos 19:14

Não foi à toa que Davi era o homem segundo o coração de Deus (1 Samuel 13:14), ninguém expressou tanto seu desejo íntimo de agradar a Deus como ele. Sempre que leio este versículo (Sl 19:14) procuro refletir sobre minhas palavras e pensamentos. Também desejo que sejam agradáveis a Deus! E você?!
Já percebeu que, infelizmente, muitos cristãos andam se descuidando disso, e se esquecem de que não somente aquilo que falamos ou pensamos, mas também aquilo que escrevemos deve ser agradável a Deus. Diz em Mateus 12:34b: “...do que há em abundância no coração, disso fala a boca”. Ninguém pode tirar coisas boas de seu tesouro se nele só há coisas más! E de um poço, podemos tirar dois tipos de água, uma boa e outra ruim? Claro que não. Assim de nós, não se pode louvar a Deus e ao mesmo tempo proferir palavras que ofendam a Deus. Não é difícil ver nas páginas do Facebook de muitos que se denominam servos de Deus escreverem, curtirem e compartilharem coisas que são completamente contrárias à Palavra de Deus. Parece puro descuido ou seria descaso? O que sei é que infelizmente isso tem refletido em péssimos testemunhos e escandalizado aqueles que gostariam de conhecer a Deus através dos que professam Seu nome.  Como têm sido suas palavras, pensamentos, escritos, Deus se agradaria deles? Pense bem e reflita um pouco se é necessário haver alguma mudança, peça a ajuda do Espírito Santo e alimente-se mais da Palavra de Deus e daquilo que é bom e edificante para sua vida. Procure as melhores companhias e seja saudável de mente, coração e lábios. Devemos conservar o modelo das sãs palavras...na fé e no amor que há em Cristo (2 Timóteo 1:13). Das palavras agradáveis e temperadas com sal (Colossenses 4:6). Irrepreensíveis e saber refreá-las (Tito 3:2 e Provérbios 17:27). Quem guarda a sua boca preserva a sua alma! (Provérbios 13:3). Que tal todos os dias fazermos essa mesma oração de Davi? Que Deus nos ajude a termos palavras faladas e escritas, e pensamentos que agradem a Deus e glorifiquem seu nome. Além de orar é importante também vigiar, evitando o mau e procurando somente o que é bom. Lembre-se sempre: Aquilo que não pertence ao vocabulário de Deus também não deve pertencer ao seu!

sábado, 2 de novembro de 2013

Nem sempre o coração acerta


Não entendeu? É isso mesmo: tenha cuidado com o seu coração!
Qualquer psicólogo que escreve para revistas ou sites voltados aos jovens e
adolescentes diria: "Confie em seus sentimentos e intuição". Saiba que isso
é perigoso — perigosíssimo!
A Palavra de Deus diz: "Enganoso é o coração, mais do que todas as
coisas, e perverso; quem o conhecerá?" (Jr 17.9) Você pode olhar para
alguém e se apaixonar à primeira vista. Isso é um risco. Mas não significa
que essa pessoa seja a que o fará feliz. Os seus valores estão acima de
qualquer sentimento.

Não use o seu corpo para o prazer irresponsável e inconseqüente,
pois isso é pecado. Deus quer que você tenha prazer, mas na hora certa e
com a pessoa certa. Nada de "curtir a vida adoidado". O salvo em Cristo
tem domínio próprio (Gl 5.22) e vence as tentações, fugindo dos desejos
pecaminosos que surgem na adolescência (2 Tm 2.22).

A Bíblia diz que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo (1 Co
6.19,20). Sabia disso? Então cuide bem dele. Reserve-o para a pessoa que
merecerá o seu amor — alguém que poderá partilhar com você alegrias e
dificuldades; alguém que poderá criar filhos com você e construir um lar de
muita felicidade.
Se estiver disposto mesmo a namorar e convencido de que já possui a
maturidade necessária para isso, vá em frente. Mas não se esqueça de que
Jesus deve ter prioridade em sua vida. Se for para abandonar a sua fé por
causa de alguém, você está em uma canoa furada! Nada pode ser mais
importante do que a alegria de servir a Cristo e ter a certeza da vida eterna
(Lc 10.19,20).

Ao procurar alguém para namorar, leve em conta uma condição
básica apontada (na Bíblia: "Não vos prendais a um jugo desigual com os
infiéis; porque que sociedade tem a justiça com a injustiça? E que
comunhão tem a luz com as trevas?" (2 Co 6.l4) Você já percebeu a grande
incompatibilidade de idéias e comportamentos que pode haver entre um
crente e um incrédulo?
Imagine ter de conviver com um incrédulo pelo resto da vida! Não é
esquisito você estar no culto, e a sua namorada numa discoteca? Ou você
participar da escola dominical, e o seu noivo ficar fumando no pátio do
templo?
Procure alguém que pertença à igreja e tenha, acima de tudo, um
bom testemunho cristão — alguém que pense como você e possua a mesma
preocupação com a vida espiritual. Leia em sua Bíblia Amós 3.3 e 1 João 3-
10.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

O Grande Engano.

O Grande Engano

Palavras como disfarce, imitação ou cópia são conhecidas de todos. Também no cristianismo há pessoas que se dizem “cristãs”, mas no fundo não o são.
Um automóvel parou ao meu lado em um espaço para descanso à margem de uma auto-estrada na Alemanha. Alguém me ofereceu os “melhores artigos de couro” por pouco dinheiro. Como fui totalmente surpreendido pela oferta e também tinha pouco tempo, comprei um objeto pequeno. Apenas mais tarde percebi o tipo de “artigo de couro” que havia adquirido: uma imitação barata, que desmontava só de olhar para ela.
Há muitas coisas falsas, quase idênticas às verdadeiras, difíceis de distinguir das genuínas, como roupas, relógios, jóias, quadros, tapetes, etc. Precisamos de especialistas que consigam diferenciar entre o verdadeiro e o falso com base em detalhes mínimos.
Também no cristianismo há imitações, disfarces, cópias, cristãos que parecem verdadeiros e, no entanto, são falsos. Isso é ilustrado de forma clara na parábola das dez virgens (Mt 25.1ss): exteriormente, as cinco virgens néscias eram muito parecidas com as sábias, exceto pelo fato de que lhes faltava o óleo (um símbolo do Espírito Santo que habita nos salvos). Muitos vivem uma vida cristã porque são levados pela corrente do cristianismo que os cerca. Seu ambiente é cristão e por isso eles também o são.
Não quero que esta mensagem roube a certeza da salvação de ninguém que tenha no coração essa convicção pelo testemunho do Espírito de Deus. Além disso, tenho certeza de que um cristão espiritualmente renascido não pode se perder (Hb 10.10,14). Mas também não quero que alguém ponha  sua confiança em uma falsa segurança, em algo que nem mesmo existe.
Às vezes admiramo-nos quando pessoas, que eram consideradas cristãos autênticos, de repente se desviam da fé e não querem ouvir mais nada a respeito de Jesus e da obra que Ele realizou na cruz do Calvário, chegando até mesmo a negá-la. O apóstolo João também passou por essa experiência dolorosa, descrita em sua primeira carta: “Eles saíram de nosso meio; entretanto, não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1 Jo 2.19).
Este buquê de flores é verdadeiro ou não? Também no cristianismo há imitações, cristãos verdadeiros e falsos cristãos.
A Bíblia não esconde o fato de que além do cristianismo verdadeiro, legítimo, renascido da “água e do espírito”, há também um cristianismo aparente, formado por “cristãos” que não estão ligados a Jesus, não estão enraizados nEle, não vivem nEle e por Ele. Mesmo que tudo pareça legítimo, eles não passam de uma imitação. É desses “cristãos” que Paulo fala ao escrever a Timóteo, em sua segunda carta:“...tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder. Foge também destes” (2 Tm 3.5). A Edição Revista e Corrigida diz: “...tendo aparência de piedade, mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te”.Na Nova Versão Internacional lemos:“...tendo aparência de piedade, mas negando o seu poder. Afaste-se desses também”.

Sendo cristão sem ser cristão

De acordo com pesquisas nos EUA, quase metade dos americanos se dizem cristãos renascidos. Mas uma análise mais aprofundada revelou que muitos confundem o novo nascimento com uma sensação positiva a respeito de Deus e de Jesus.
Um levantamento estatístico entre os cristãos praticantes nos EUA apresenta resultados desanimadores, o que também é representativo em relação à Europa:
  • 20% nunca oram
  • 25% nunca lêem a Bíblia
  • 30% nunca vão à igreja
  • 40% não apóiam a “obra do Senhor” por meio de ofertas
  • 50% nunca vão à Escola Bíblica Dominical (de todas as faixas etárias)
  • 60% nunca vão a um culto vespertino
  • 70% nunca dão dinheiro para missões
  • 80% nunca freqüentam uma reunião de oração
  • 90% nunca realizam culto em família [1]
Se a situação já é assim na América marcada pela influência do puritanismo, quanto mais na superficial Europa.
O próprio Senhor Jesus advertiu a respeito da confissão nominal, que carece de conteúdo verdadeiro, ou seja, que não está de acordo com o que vai no coração: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos, naquele dia, hão de dizer-me: Senhor, Senhor! Porventura, não temos nós profetizado em teu nome, e em teu nome não expelimos demônios, e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então, lhes direi explicitamente: nunca vos conheci. Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade” (Mt 7.21-23). Com isso, o Senhor esclarece quatro pontos básicos: há duas coisas que não são de forma alguma suficientes para que alguém seja salvo, e outras duas são imprescindíveis para que alguém seja redimido.

Duas coisas insuficientes para a salvação

Nem a simples confissão “Senhor, Senhor” (1) nem as obras em nome de Jesus (2) são suficientes para alcançar a salvação eterna. Em muitas igrejas, denominações e entidades cristãs as orações são meramente formais, os atos de caridade são feitos em nome de Jesus sem que aqueles que os realizam pertençam a Ele ou sejam filhos de Deus. Quantos indivíduos “cristãos” realizam atos cristãos sem pertencerem a Cristo! É assustador que no fim Jesus até mesmo condena as suas ações como sendo iníquas: “Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.

Duas coisas imprescindíveis para a salvação

Precisamos fazer a vontade de Deus (1) e precisamos ser conhecidos por Deus (2).
1. Fazer a vontade do Pai celeste não é realizar muitas boas ações, pequenas e grandes, mas ter fé em Jesus Cristo, entregar conscientemente a vida a Ele e obedecer-Lhe na prática.
O judaísmo da época de Jesus tinha “boas ações” para apresentar: muitos eram fanáticos em seguir a lei, lidavam com a Palavra de Deus, expulsavam maus espíritos e faziam milagres. Mas uma coisa eles não queriam: crer em Jesus Cristo e, assim, aceitar a misericórdia que recebemos por meio dEle. Pensavam que chegariam ao céu sem Ele, que Deus reconheceria as suas obras e lhes permitiria entrar. Porém, foi justamente nesse ponto que Jesus tratou de contrariar seus planos. Eles tinham de aprender e aceitar que a vontade de Deus era que reconhecessem sua própria falência espiritual e cressem em Jesus.
Nós enfrentamos o mesmo problema hoje. “Cristãos” nascidos em um ambiente cristão pensam que conseguirão ir para o céu por meio de obras cristãs. Ao lhes dizermos que nada disso serve, que no fim das contas as suas ações são iniqüidades inaceitáveis aos olhos de Deus e que eles continuam perdidos, a grande maioria reage de forma irritada, por pensar que não precisam de Jesus pessoalmente. Quando Jesus foi questionado: “Que faremos para realizar as obras de Deus?”, Ele respondeu: “A obra de Deus é esta: que creiais naquele que por ele foi enviado” (Jo 6.28-29).
2. Precisamos ser conhecidos por Deus. Haverá pessoas das quais Jesus dirá naquele dia:“Apartai-vos de mim, os que praticais a iniqüidade”.
Não é suficiente crer em Jesus de forma superficial, reconhecê-lO, acreditar em Sua existência ou aceitá-lO até certo ponto. Não – é preciso que haja um encontro pessoal com Ele.
Posso dizer: “Conheço o presidente do Brasil”. De onde o conheço? De suas aparições na mídia. Mas será que ele me conhece? Claro que não! No entanto, se eu fosse convidado a visitá-lo, teria a oportunidade de ser conhecido por ele.
O Senhor Jesus convida cada ser humano, de forma pessoal, a entregar-se a Ele: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Quem aceita esse convite, quem se achega a Ele com todos os seus pecados, quem O aceita em seu coração e em sua vida e crê em Seu nome (Jo 1.12), esse é conhecido por Ele. Quem fez isso reconheceu o Pai e o Filho de Deus e entrará no céu: “E a vida eterna é esta: que te conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste” (Jo 17.3).

“Tens nome de que vives...

...e estás morto” (Ap 3.1). Há muitos que se chamam de “cristãos”, mas o são apenas nominalmente. O Senhor Jesus falou de pessoas que imaginariam servir a Deus matando justamente Seus verdadeiros filhos: “Eles vos expulsarão das sinagogas; mas vem a hora em que todo o que vos matar julgará com isso tributar culto a Deus. Isto farão porque não conhecem o Pai, nem a mim” (Jo 16.2-3).
Em muitas igrejas, denominações e entidades cristãs as orações são meramente formais, sem que aqueles que rezam pertençam a Jesus.
Eles reivindicam autoridade teológica, pensam servir a Deus, mas não conhecem nem o Pai nem Jesus Cristo. Isso aconteceu, por exemplo, na época das Cruzadas e da Inquisição. Hoje também existe uma teologia que reivindica toda autoridade para si e rejeita os que se baseiam na Palavra de Deus. Basta lembrar das muitas seitas e do islamismo, que afirmam que Deus não tem um Filho.
Já no século VII antes de Cristo, na época do profeta Jeremias, havia dignitários religiosos meramente nominais. Ouvimos o lamento de Jeremias: “Os sacerdotes não disseram: Onde está o Senhor? E os que tratavam da lei não me conheceram, os pastores prevaricaram contra mim, os profetas profetizaram por Baal e andaram atrás de coisas de nenhum proveito” (Jr 2.8).
Mesmo um cristão meramente nominal pode apostatar da fé. Quem com sua boca confessa ser cristão, mas não pratica o cristianismo no dia-a-dia, precisa aceitar que outros lhe perguntem se não está enganando a si mesmo.
Não é exatamente isso que vemos hoje? Muitos teólogos abandonaram a fé bíblica e correm atrás de convicções que não servem para nada. Eles se abriram para religiões e correntes espirituais que não têm absolutamente nada a ver com Jesus Cristo. Isso também já aconteceu na época em que o povo de Israel peregrinou pelo deserto. Depois de ter louvado a grandeza e a soberania de Deus (Dt 32.3-4), Moisés emendou uma declaração sobre os infiéis: “Procederam corruptamente contra ele, já não são seus filhos, e sim suas manchas; é geração perversa e deformada” (v.5). Portanto, realmente é possível que aqueles que não são Seus filhos se tornem infiéis a Ele.
É dito a respeito dos filhos de Eli: “Eram, porém, os filhos de Eli filhos de Belial e não se importavam com o Senhor... Era, pois, mui grande o pecado destes moços perante o Senhor, porquanto eles desprezavam a oferta do Senhor” (1 Sm 2.12,17). Não reconheceram ao Senhor porque desprezaram o sacrifício. Enquanto uma pessoa (por mais cristã que se considere) desprezar o sacrifício de Jesus pelo pecado, não reconhecerá o Senhor.
Todos os israelitas saíram do Egito, mas da maior parte deles Deus não se agradou, motivo pelo qual tiveram de morrer no deserto (veja 1 Co 10.1-12).
Como exemplo especial de alguém que era crente nominal e que realizava obras, mas que ainda assim estava espiritualmente morto, lembro de Balaão (veja Nm 22-24):
  • Ele era um homem a quem Deus se revelava, com quem Deus falava (Nm 22.9).
  • No começo ele foi obediente (Nm 22.12-14).
  • Ele afirmava conhecer o Senhor e O chamou de “meu Senhor” e “meu Deus” (Nm 22.18).
  • Ele adorava o Senhor (Nm 22.31).
  • Ele reconhecia a sua culpa (Nm 22.34).
  • Ele estava disposto a servir (Nm 22.38).
  • Deus colocou Suas próprias palavras na boca de Balaão (Nm 23.5).
  • Balaão abençoou Israel três vezes (Nm 23 e 24).
  • Ele testemunhou da sinceridade e da fidelidade de Deus (Nm 23.19).
  • Ele falou três vezes do Messias como Rei de Israel (Nm 23.21; Nm 24.7,17-19).
  • O Espírito Santo veio sobre ele (Nm 24.2).
  • Ele testemunhava ser um profeta de Deus (Nm 24.3-4).
  • Balaão confirmou a bênção e a maldição de Deus sobre os amigos e inimigos de Abraão (Nm 24.9, Gn 12.3).
  • Ele colocou o mandamento de Deus acima de bens materiais (Nm 24.13).
  • Ele falou profeticamente a respeito do futuro dos povos, sobre a chegada do Messias e chegou a mencionar o Império Mundial Romano [Quitim] (Nm 24.14-24).
Apesar de tudo isso, a Bíblia chama Balaão de falso profeta, vidente e sedutor (veja Nm 31.16; Js 13.22; Ne 13.1-3; 2 Pe 2.15-16; Jd 11; Ap 2.14-16). Por quê? Porque Balaão fazia concessões e aceitava comprometimentos, e levou o povo de Deus a se misturar com outros povos. Havia uma discrepância entre suas palavras e ações. “Habitando Israel em Sitim, começou o povo a prostituir-se com as filhas dos moabitas. Estas convidaram o povo aos sacrifícios dos seus deuses; e o povo comeu e inclinou-se aos deuses delas. Juntando-se Israel a Baal-Peor, a ira do SENHOR se acendeu contra Israel” (Nm 25.1-3). Balaão havia levado Israel a essa prostituição (Nm 31.16; Ne 13.1-3). Pedro chama Balaão de alguém que“amou o prêmio da injustiça”. Na Epístola de Judas ele é chamado até mesmo de enganador (“erro de Balaão”) e no Apocalipse ele é apresentado como alguém que “armou ciladas”.
A Bíblia diz a respeito das pessoas nos últimos tempos que “os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2 Tm 3.13). Quem tende a prostituir-se espiritualmente ou a comprometer sua fé e suporta, permite e pratica essas coisas sem que sua consciência o acuse, tem motivo para crer que, apesar das aparências, não é um cristão verdadeiro. Com isso não estou me referindo à luta contra o pecado, que qualquer filho de Deus enfrenta. Não, aqui não se trata de “derrotas” na fé e na obediência, mas de lidarmos com o pecado de forma consciente e indiferente, de deliberadamente escolhermos a prática pecaminosa.
Não somos salvos por nossas próprias obras, mas somente pela fé em Jesus Cristo, pela conversão a Ele. Só aqueles que O aceitam, ao Filho de Deus, em seu coração e em sua vida, com fé infantil, poderão realizar obras que testemunhem a veracidade de sua fé. Essa fé precisa estar “enraizada” na Palavra de Deus. Em Sua parábola sobre o semeador, Jesus diz que há pessoas que aceitam a Palavra de Deus com alegria, mas não criam raízes para ela e mais tarde a abandonam (Mt 13.20-21). A raiz liga a planta à terra, da qual ela vive, lhe dá firmeza, extrai alimento e o conduz à planta. A raiz é um símbolo do Espírito Santo, por meio do qual estamos enraizados em Deus. O Espírito Santo nos traz a vida em Deus, à medida que extrai alimento das Escrituras.
Qualquer planta precisa ter raízes para poder absorver água e alimentos. Assim, todo cristão também precisa estar enraizado em Jesus Cristo.
Podemos aceitar a Palavra de Deus de forma superficial, podemos simpatizar com o Senhor, podemos acompanhar os cristãos durante algum tempo, mas depois nos afastar novamente, porque nunca nascemos realmente de novo e por isso nunca tivemos “raízes”.
Jesus disse aos Seus discípulos, àqueles que O seguiam: “Contudo, há descrentes entre vós. Pois Jesus sabia, desde o princípio, quais eram os que não criam e quem o havia de trair” (Jo 6.64). De acordo com Hebreus 6.4-6, há pessoas que foram “iluminadas”, que “provaram o dom celestial”, e que até “se tornaram participantes do Espírito Santo” e ainda assim caíram. Por quê?
  • Porque foram iluminadas, mas elas mesmas nunca se tornaram luz. A luz pode se refletir em mim, e então estou iluminado; mas é preciso mais para que eu mesmo seja luz.
  • Porque provaram, mas não comeram (aceitaram). Posso sentir o cheiro do pão, provar o seu sabor (assim como o enólogo, que toma um pouco de vinho na boca para testar seu aroma, mas depois o cospe fora). Mas é preciso que aconteça mais: precisamos comer o pão, ingeri-lo. Não basta “provar” Jesus, ou seja, experimentá-lO – precisamos aceitá-lO em nós (Jo 6.53-56,63; Jo 1.12).
  • Porque participaram do efeito do Espírito Santo, mas nunca O receberam pessoalmente. Ao ler a Palavra de Deus, ao freqüentar um culto, posso participar do efeito do Espírito Santo. Mas isso não é suficiente. Não – é preciso que haja uma renovação espiritual real.
É possível que pessoas assim imitem o cristianismo durante algum tempo, acompanhem e participem de uma igreja local. Mas um dia elas “cairão” e negarão a Jesus. Então muitos se perguntam espantados: “Como isso é possível?”
Quando o Senhor Jesus falou de comer Sua carne e beber Seu sangue para ganhar a vida eterna (Jo 6.53-59), muitos de Seus discípulos disseram: “Duro é este discurso; quem o pode ouvir?” (v. 60) e se afastaram dEle (v. 66), apesar dEle ter lhe explicado de antemão o que isso significava: “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são espírito e são vida” (v. 63).

Tornar-se cristão apesar de ser “cristão”

Enganam-se a si mesmos os que pensam que todos são cristãos! Muitas vezes, quando questionei pessoas que davam a entender isso, a resposta era: “Meus pais são cristãos”, ou: “Minha família é cristã!” Um conhecido evangelista costumava responder a essas afirmativas: “Se alguém nasce em uma garagem, isso não significa que seja um automóvel! E quando alguém nasce em uma família cristã, ainda falta muito para que se torne cristão!” (extraído de um livro de Wilhelm Busch).
Jesus disse a Pedro: “Eu, porém, roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; tu, pois, quando te converteres, fortalece os teus irmãos” (Lc 22.32). Por um lado, o Senhor confirmou a fé de Pedro. Por outro lado, porém, Ele falou da necessidade de sua conversão futura. Pedro poderia ter retrucado: “Senhor, sou judeu, um filho de Abraão. Cumpro os mandamentos, fui circuncidado ao oitavo dia, guardo o sábado, oro três vezes ao dia, celebro a Páscoa e faço os sacrifícios. E  já Te sigo há três anos...” Mesmo assim, ele ainda precisava converter-se. Da mesma forma Paulo, o grande defensor da lei, precisou se converter, assim como todos os outros apóstolos e discípulos.
Toda pessoa precisa se converter se quiser ser salva – inclusive os “cristãos”, sejam eles membros da igreja católica romana, protestantes, evangélicos ou de uma família cristã. Não são poucos os que nascem no cristianismo, da mesma forma como os judeus nascem no judaísmo. Mas, não é esse nascimento que dá a salvação, alcançada somente através de um “novo nascimento”: “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” (Jo 3.3). Precisamos nos converter mesmo que tenhamos sido batizados quando pequenos, freqüentado aulas de catecismo ou participado de cultos. Se não nascermos de novo, continuaremos perdidos.
Mais tarde, quando o apóstolo Pedro se converteu e experimentou o novo nascimento, ele escreveu em sua primeira carta: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, para uma herança incorruptível, sem mácula, imarcescível, reservada nos céus para vós outros” (1 Pe 1.3-4).
Quem carrega em si o testemunho do Espírito Santo a respeito de seu novo nascimento (Rm 8.16) deve alegrar-se com essa certeza e agradecer a Jesus Cristo por ela. Mas quem não possui esse testemunho inconfundível do Espírito Santo e ainda assim pensa ser cristão, está sujeito a um grande engano. Mas hoje esses “cristãos”, e qualquer pessoa que queira ser salva, pode alcançar a certeza da salvação, se converter-se de forma muito séria a Jesus Cristo. Então, por que esperar mais? 
(Norbert Lieth - http://www.chamada.com.br)

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

"Desligue esse som!"

"Desligue esse som!"
"Que barulho é esse? Desligue isso agora!" Essa "bronca" lhe é
familiar? Eu posso imaginar o quanto você gosta de música... Talvez não
haja uma fase da vida em que gostemos tanto de ouvir um "som", não é
mesmo? Lembro-me de como gostava de ouvir músicas em minha
adolescência...
Você deve ficar intrigado com o fato de seus pais, às vezes, se
irritarem com coisas que você aprecia tanto, não é? Mas já parou para
pensar como, nessa fase, costumamos gostar de música "pesada",
acompanhada de uma tendência para a rebeldia?
Com o tempo, percebemos que essas coisas não combinam com a
vida cristã. E quanto mais cedo chegarmos a essa conclusão, melhor.
Alguns jovens nem passam por isso, pois, desde cedo, dedicam-se a coisas
mais importantes.
Esse estilo rebelde, na verdade, pode afastá-lo do objetivo principal —
servir ao seu Criador nos dias da sua mocidade (Ec 12.1). Às vezes, observo
os jovens desfilando pelas ruas, vestindo camisetas pretas com estampas
de monstros, demônios e outras aberrações sob o nome de Iron Maiden,
Nightwish, Shaman, Sepultura, Metallica, etc. Seja sincero: Você acha que
tudo isso é normal?
Você acredita mesmo que o heavy metal é um tipo de música que o
beneficiará de alguma forma? Será que o pessoal da sua idade não gosta
desse estilo rebelde por influências do grupo ou da mídia? «Não entre em
conflito com seus pais por causa disso. Procure entender que ser um
seguidor de Cristo significa abrir mão dessas coisas, que apenas o afastam
da sublime e perfeita vontade de Deus para a sua vida. Lembre-se do que o
apóstolo João disse: "Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se
alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele" (l Jo 2.15).

Obedecer, eu?

"Obedecer, eu?" Honrar também é obedecer: "Filhos, o dever cristão de vocês é obedecer ao seu pai e à sua mãe, pois isso é certo" (Ef 6.1, Bíblia na Linguagem de Hoje). Este texto refere-se à obediência como um comportamento habitual e permanente. A palavra "obediência" está "fora de moda". As pessoas condicionam-se a sempre dar ordens e nunca a recebêlas. Mas a Palavra de 
Deus ensina que é melhor obedecer! O que é obediência? Para saber o que é obedecer basta saber o que é desobedecer. 

Isto implica não cumprir ordens, não estar sob a autoridade de ninguém, ser auto-suficiente, não dar satisfação a ninguém, ser soberbo, enfim. E o soberbo está longe de Deus (SI 138.6). Uma das verdades mais impressionantes das Escrituras é a que se refere à obediência de Jesus. A Bíblia diz que Ele aprendeu a obediência (Hb 5.8,9). Pense um pouco nisso... Se o grande Rei e Mestre fez questão de, humildemente, aprender a obediência, por que você deveria ser avesso a ela? Ninguém nasce sabendo obedecer, tampouco aprende sem esforço. Empenhe-se e tenha disciplina. Faça como Jesus; esforce-se para aprender a obediência, pois, ao final, o nosso Deus o exaltará (Fp 2.6-11). 

Sabia que a sua salvação depende da obediência? Há duas coisas que lhe conferem a certeza da vida eterna. Uma vem de Deus, e a outra cabe a você: "Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós" Tg 4.8). Você é salvo pela graça de Deus, que "... se há manifestado, trazendo salvação a todos os homens..." (Tt 2.11), mas não pode esquecer-se da obediência.

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Vale a pena "ficar"?

Vale a pena "ficar"?
Quem "fica" envolve-se em relacionamentos superficiais, sem compromisso,
irresponsáveis, perigosos e pecaminosos. Entendo o quanto é
difícil abrir mão de uma aventura a dois. Estar com alguém, trocando
beijos e abraços, sem compromisso, era tudo o que eu queria em minha
adolescência antes de assumir um compromisso com Jesus.
Na verdade, só o Senhor preencheu o vazio que havia dentro de mim,
que me obrigava a buscar outras opções de prazer, como o "ficar" — este,
então, não era um modismo, mas já existia. Isso prova que não sou tão
velho...
Os prazeres do mundo sempre parecem superiores aos que po-,dem
ser desfrutados na presença de Deus. Mas quando, de fato, usufruímos da
verdadeira comunhão com o Senhor, vemos quanto tempo perdemos por
querer "curtir" a vida.
Se você ainda não está maduro, ocupe-se, prepare-se para a vida.
Nada de "ficar"! O que adianta "pegar" todos ou todas, e depois casar-se
para ser infeliz?
E quanto aos impulsos sexuais? Vamos falar sobre isso mais adiante,
e você entenderá que é possível viver diariamente sem nenhum
relacionamento sexual e ainda ter uma vida feliz. Não faça do sexo um fim
em si mesmo, pois há outras coisas mais importantes.
Creia que a paz de Deus é poderosa para guardar os seus sentimentos
e pensamentos (Fp 4.7; Is 26.3)- Não foi por acaso que Jesus
enfatizou que a sua paz é diferente da do mundo: "Deixo com vocês a paz.
É a minha paz que eu lhes dou; não lhes dou a paz como o mundo a dá..."
(Jo 14.27, Bíblia na Linguagem de Hoje).
Sei que é difícil, mas na vida há fases complicadas, e temos de passar
por elas. É melhor agüentar a solidão agora do que sofrer uma dor bem
maior depois. Você poderá se sentir ainda mais só. se cometer um pecado.
Leia de novo Provérbios 20.21.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Ah, você quer namorar?

Ah, você quer namorar?
Você está vivendo um momento muito especial e, ao mesmo tempo,
perigoso, em que a vontade de estar ao lado de alguém do sexo oposto é
quase insuportável, não é mesmo? O perigo é o seguinte: na adolescência,
tudo passa pela cabeça, meigos os compromissos sérios. Sei o quanto é
divertido viver apenas para o prazer, mas o que adianta ter alguns
momentos de prazer e, depois, uma vida inteira de problemas?
É preciso levar a sério o relacionamento com alguém. Estar ao lado de
uma pessoa apenas para preencher um vazio não é nada bom. Por outro
lado, querer namorar sério quando ainda não se está preparado para isso é
fazer a coisa errada na hora errada.
Não quero deixá-lo confuso. Por isso, vamos avançar em nossa
conversa, pouco a pouco. O namoro — namoro de verdade — só faz sentido
quando se tem em mente um compromisso bem mais sério: o casamento. E
entendo como é difícil para um adolescente pensar em namoro sério.
Sem dúvidas, nessa idade, o "ficar" é muito mais interessante. E os
sexólogos de plantão estão por aí dizendo que "ficar" é a melhor coisa.
Dizem: "Desde que haja prevenção contra doenças sexualmente
transmissíveis, você pode fazer tudo o que seu coração mandar". Mas tenha
cuidado com o seu coração!

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

É pecado beijar na boca?


Não vou responder de imediato, pois quero partilhar com você
algumas curiosidades sobre o beijo...
Calcula-se que uma pessoa troca, em média, 24 mil beijos — de todos
os tipos, dos maternais aos apaixonados — ao longo de sua vida. No
período da Renascença, o beijo na boca era uma forma de saudação muito
comum. Na Inglaterra, ao chegar a casa de alguém, o visitante beijava o
anfitrião, sua mulher, todos os filhos e até mesmo o cachorro e o gato!
Em termos científicos, o beijo é descrito como a justaposição
anatômica dos dois músculos orbiculares da boca no estado de contração.
Entendeu? Você sabia que a ciência dedicada ao estudo dos beijos é a
filematologia, e que filematofobia é o nome dado ao medo — ou melhor,
pavor — de beijar?
Os batimentos cardíacos sobem, em média, de 70 para 150 por
minuto durante o beijo, forçando o coração a bombear bastante sangue,
pois as células pedem mais oxigênio para trabalhar. Isso traz uma série de
vantagens para o organismo: inibe a insônia e as dores de cabeça, bem
como impede o desenvolvimento de doenças no aparelho circulatório, no
estômago e na vesícula.
Por outro lado, sabia que um beijo pode repassar 250 vírus e
bactérias diferentes? Quando se beija alguém, resíduos de saliva permanecem
em sua boca por três dias! Por isso, em 1909, um grupo de
americanos que consideravam o contato dos lábios prejudicial à saúde
criaram a Liga Antibeijo.
Em cada beijo, os apaixonados trocam pequenas quantidades de
água, albumina, substâncias orgânicas, gorduras e sais. Há uma febre
glandular que se dissemina pela saliva e, por isso, é conhecida como
doença do beijo prolongado.
Um jovem crente não deve sair por aí beijando qualquer pessoa. Mas,
e se estiver namorando, pode beijar? Há algum limite para o beijo? Ou o
casal de namorados deve estabelecer as suas próprias regras, sabendo até
que ponto pode evoluir em matéria de beijos e carícias?
Na verdade, há beijo e beijo. E sabe-se que é praticamente impossível
namorar sem beijar — alguns conseguem. Não quero propor a você uma
santidade extremada, mas ser moderado no beijo o ajudará a resistir às
tentações.
Tenha cuidado com esse tal "beijo francês" em que as línguas se
entrelaçam — a expressão foi criada por volta de 1920, na França —, pois
trata-se de uma intimidade reservada para o casamento. Não adianta você
orar, ler a Bíblia, jejuar e, depois, entregar-se a esse tipo de beijo.
Concorde você ou não, o beijo desencadeia o processo preparatório
para o sexo. E, uma vez ativada, como parar essa máquina? A melhor saída
é não esquentar os motores...
O beijo funciona mais ou menos como o ferro de passar roupa. Se
você molhar a ponta do dedo e tocar rapidamente a parte inferior do ferro
quente, seu dedo não será queimado. Porém, se o mantiver encostado no*
ferro, a água imediatamente se transformará em vapor, e você sofrerá uma
dolorosa queimadura.
Em outras palavras, tudo depende da intensidade. Quanto maior a
intensidade com que você se entrega a qualquer tipo de intimidade, seja
através de um beijo, seja através de carícias, será mais difícil resistir às
tentações, e o fracasso o espera. Quando prolongado, o beijo ativa a
"máquina sexual".
Para que beijar intensamente se o objetivo ainda não é a relação
sexual? A Bíblia Sagrada alerta: "Tomará alguém fogo no seu seio, sem que
as suas vestes se queimem? Ou andará alguém sobre as brasas, sem que
se queimem os seus pés?" (Pv 6.27,28)
Fonte: Adolescentes S.A Ciro Sanches.

sábado, 21 de setembro de 2013

Converse com seus pais

Converse com eles

O diálogo é a melhor maneira de descomplicar a relação com os pais.
Tente mostrar-lhes quais são os seus anseios e esteja pronto para acatar os
ensinamentos deles. É possível que muitas coisas não perigosas para você
estejam sendo proibidas pelo fato de não haver uma conversa franca com
eles. Mas fale toda a verdade, sempre. Não omita parte dela, a fim de obter
a aprovação deles de forma enganosa.
Lembre-se de que seus pais sempre serão amigos de verdade. No
mundo, há várias categorias de "amigo": interesseiros, inconseqüentes... Se
quiser ter amigos de verdade, que, fazendo justiça ao significado da
palavra, o amem, lembre-se de seus pais.
Procure-os antes de marcar qualquer compromisso com a "moçada",
a fim de receber deles a orientação e a aprovação para agir. Digamos que
você seja convidado para uma festa. Em vez de ir escondido, fale com eles
antes. Isso é prudência, e Deus o abençoará. Honrar os pais, custe o que
custar, deve ser o seu alvo, caso queira ter sucesso na vida.
Há jovens que não acatam as orientações dos pais e até lhes
respondem com dureza. Outros chegam a amaldiçoá-los, no afã de fazer
prevalecer as suas intenções a qualquer custo. Mas veja o que a Bíblia
afirmar acerca disso: "O que a seu pai ou a sua mãe amaldiçoar, apagarse-
lhe-á a sua lâmpada e ficará em trevas densas" (Pv 20.20).
Falei-lhe no capítulo anterior acerca das mentiras de Jacó. Porém o
seu irmão, Esaú, era ainda pior (Gn 27.46; 28.6-9). Ele infringiu o primeiro
mandamento com promessa — que parecia vigorar desde os dias de Noé
(Gn 9-21-27), sendo, mais tarde, incorporado à Lei dada a Moisés (Êx
20.12) e reafirmado pelo apóstolo Paulo (Ef 6.1-3).

Fonte: Adolescentes S.A - Ciro Sanches